Banco de Dados I – Aula 16A

Exercícios SQL

A empresa ABC VENDASCAR LTDA é uma emprea que atua em vendas de carros seminovos e usados multimarcas, principalmente em São Paulo (Capital) e no grande ABC.

Atualmente a empresa implantou o seguinte sistema para melhor controle seus orcamentos e suas vendas. Como a empresa NÃO faz vendas exclusiva de um fabricante, ela optou por trabalhar com veículos dos fabricantes Volkswagem, Chevrolet (GM), Ford e Fiat, para que não fique preso à uma única marca.

O cliente pode ser tanto pessoa física ou juridica, a qual na compra de mais de um carro em uma única negociação, é possível ter descontos mais vantajosos.

Primeiro é necessário que o cliente tenha um pré-cadastro no sistema para que os vendedores apresentem um orcamento prévio. Caso seja aprovado o orcamento, aí sim o orcamento se transforma em uma venda efetiva.

A empresa tem o seguinte esquema de tabelas em seu banco de dados:

FABRICANTE (COD_FAB, DESC_FAB)

MODELO (COD_MOD, DESC_MOD, COD_FAB)

COR (COD_COR, DESC_COR)

VEICULO (COD_VEI, COD_MOD, ANO_FABRICACAO, ANO_MODELO, VALOR_CUSTO, VALOR_VENDA, COD_COR)

CIDADE (COD_CID, DESC_CID, UF)

PLACA_VEICULO (COD_VEI, PLACA, COD_CID)

CLIENTE (COD_CLI, NOME_CLI, TIPO_PESSOA, COD_CID)

ORCAMENTO (COD_ORC, DATA_ORC, VALIDADE_ORC, COD_CLI)

ITEM_ORCAMENTO (COD_ORC, ITEM_ORC, COD_VEI, QUANTIDADE, VALOR_ORC, VALOR_DESCONTO)

VENDA (COD_VENDA, COD_ORC, DATA_VENDA)

ITEM_VENDA (COD_VENDA, ITEM_VENDA, COD_VEI, QUANTIDADE, VALOR_VENDA)

 

Baseado no cenário descrito, faça os exercícios em SQL e também crie o schema VENDASCAR, com as tabelas descritas acima. Por enquanto, as tabelas irão estar sem os relacionamentos necessários, porém tenha ciência de que os dados precisam ter relação entre si. Aconselhável fazer em dupla, onde 1 aluno pode fazer a criação do schema e tabelas e outro pode fazer as consultas SQL.

  1. Selecione o nome do veículo que tenha menor custo do estoque; (função de grupo)
  2. Liste todos os nomes de fabricantes de veículos que tiveram orcamentos feitos no período de 01/06/2017 a 30/06/2017;
  3. Selecione o cliente que mais orçou veículos no período de 01/01/2017 a 30/06/2017;
  4. Selecione as cores dos 5 veículos mais orçados período de 01/01/2017 a 30/06/2017; (pesquisar sobre limitação de registros)
  5. Liste as cidades dos carros vendidos dos fabricantes Volkswagem e Chevrolet (GM), no período de venda de 01/01/2017 a 31/12/2017;
  6. Liste os veículos (placa, cidade, fabricante, modelo) da cidade de Jundiaí, Campinas e São Paulo que foram vendidos entre 01/07/2017 a 31/12/2017;
  7. Selectione os orcamentos feitos (Código do orcamento, data, fabricante, modelo, quantidade, valor, desconto, subtotal (quantidade * valor – desconto) feitos no período do ano de 2016;
  8. Selecione os 5 veículos mais vendidos no período do ano de 2016; (use funções de Grupo)
  9. Selecione os orcamentos feitos no período de 01/01/2017 a 31/03/2017, porém que não foram fechados;
  10. Selecione a média de vendas de junho, julho e agosto de 2017; (função de grupo)

 

Vídeo 01

 

Vídeo 02

 

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Banco de Dados I – Aula 15A

FUNÇÕES SQL

As funções são um recurso avançado do SQL e podem ser usadas para realizar:

– Executar cálculos usando dados;

– Modificar itens de dados individuais;

– Manipular saída para grupos de linhas;

– Formatar datas e números para exibição;

– Converter tipos de dados de coluna;

As funções SQL podem aceitar argumentos e sempre retornar um valor;

Há dois tipos de funções:

– Funções de uma única linha;

– Funções de várias linhas;

FUNÇÕES DE UMA ÚNICA LINHA

Essas funções operam somente linhas únicas e retornam um resultado por linha. Há dois tipos diferentes de funções de uma única linha.

– Caractere;

– Número;

– Data;

– Conversão;

Essas funções manipulam grupos de linha a fim de obter um resultado por grupo de linhas.

– Manipulam itens de dados;

– Aceitam argumentos e retornam um valor;

– Agem em cada linha retornada;

– Retornam um resultado por linha;

– Podem modificar o tipo de dados;

– Podem ser aninhadas;

Um argumento pode ser:

– Constante fornecida pelo usuário;

– Valor variável;

– Nome da coluna;

– Expressão;

Os recursos de funções de uma única linha:

– Atuam em cada linha retornada na consulta;

– Retornam um resultado por linha;

– Podem retornar um valor de dados de um tipo diferente do mencionado;

– Podem esperar um ou mais argumentos;

– Podem ser usados em cláusulas SELECT, WHERE e ORDER BY; podem ser aninhados;

– Funções de caractere: aceitam entrada de caractere e podem retornar valores de número e caractere;

– Funções numéricas: aceitam entrada numérica e reotrnam valores numéricos;

– Funções de data: operam sobre valores do tipo de dados data (todas as funções de data retornam data, exceto a função MONTHS_BETWEEN, que retorna um número)

– Funções de conversão: Convertem um valor de tipo de dados para outro;

– Funções gerais:

  • Função NVL;
  • Função DECODE;

FUNÇÕES DE CARACTERE

Podem ser divididas em duas características:

–Funções de conversão de maiúscula e minúscula;

  • LOWER, UPPER e INITCAP

–Funções de manipulação de caractere;

  • CONCAT, SUBSTR, LENGTH, INSTR, LPAD, TRIM

FUNÇÕES DE CONVERSÃO DE MAIÚSCULAS / MINÚSCULAS

– LOWER: Converte string de caracteres com letras maiúsculas e minúsculas ou só maiúsculas para letras minúsculas;

– UPPER: Converte string de caracteres com letras maiúculas e minúsculas ou só minúsculas para letras maiúsculas;

– INITCAP: Converte a primeira letra de cada palavra para maiúscula e mantém as outras letras em minúsculas;

SQL> SELECT UPPER(NMDEPTO)
2  FROM DEPTO;

SQL> SELECT LOWER(NMDEPTO)
2  FROM DEPTO;

SQL> SELECT INITCAP(NMDEPTO)
2  FROM DEPTO;

SQL> SELECT UPPER(NMDEPTO)
2  FROM DEPTO
3  WHERE UPPER(NMDEPTO) LIKE '%A%';

FUNÇÕES DE MANIPULAÇÃO DE CARACTERE

– CONCAT, SUBSTR, LENGTH, INSTR, LPAD e TRIM são as seis funções de manipulação de caractere;

– CONCAT: Une valores de junção (Voce está limitado a usar dois parâmetros com CONCAT);

– SUBSTR: Extrai uma string de determinado tamanho;

– LENGTH: Exibe o tamanho de uma string como um valor numérico;

– INSTR: Localiza a posição numérica do caractere nomeado;

– LPAD: Preenche o valor do caractere justificado à direita;

– RPAD: Preenche o valor de caractere justificado à esquerda;

– TRIM: Organiza cabeçalho ou caracteres de fim de linha (ou os dois) a partir de uma string de caractere;

SQL> SELECT CONCAT(NRMATRIC, NMFUNC),
2          LENGTH(NMFUNC),
3          INSTR(NMFUNC,’A’)
4  FROM FUNCIONARIO
5  WHERE SUBSTR(NMDEPTO,1,2) = 'JO';

FUNÇÕES NUMÉRICAS

ROUND: Arredonda valor para determinado decimal;

  •   ROUND(45.926,2) –> 45.93

TRUNC: Trunca valor para determinado decimal;

  •   ROUND(45.926,2) –> 45.92

MOD: Retorna o restante da divisão;

  •   MOD(1600,300) –> 100

USANDO A FUNÇÃO ROUND

SQL> SELECT ROUND(45.923,2),
2       ROUND(45.923,0),
3       ROUND(45.923,-1)
4  FROM DUAL;

USANDO A FUNÇÃO TRUNC

SQL> SELECT TRUNC(45.923,2),
2       TRUNC(45.923),
3       TRUNC(45.923,-1)
4  FROM DUAL;

USANDO A FUNÇÃO MOD

SQL> SELECT MOD(VRSALARIO,2)
2  FROM CARGO;

TRABALHANDO COM DATAS

O Oracle armazena datas em um formato numérico interno: século, ano, mês, dia, horas, minutos, Segundo;

O formato de data default é DD-MON-YY;

SYSDATE é uma função de retorno de data e hora;

DUAL é uma tabela fictícia usada para visualizar SYSDATE;

EXIBINDO A DATA ATUAL

SQL> SELECT SYSDATE
2  FROM DUAL;

ARITMÉTICA COM DATAS

Adicionar ou subtrair um número de, ou para, uma data para um valor de data resultante;

Subtrair duas datas a fim de localizer o número de dias entre estras datas;

Adicionar horas por uma data dividindo o número de horas por 24;

ARITMÉTICA COM DATAS

ScreenHunter_298 Nov. 11 19.31

USANDO OPERADORES ARITMÉTICOS COM DATAS

SQL> SELECT NMFUNC,
2    (SYSDATE – DTADM) / 7 SEMANA
3  FROM FUNCIONARIO;

FUNÇÕES COM DATAS

ScreenHunter_299 Nov. 11 19.32

FUNÇÕES COM DATAS

MONTHS_BETWEEN('01-SEP-95','11-JAN-94')
--> 19.6774194

ADD_MONTHS('11-JAN-96',6)
--> ’11-JUL-94’

NEXT_DAY('01-SEP-95','FRIDAY')
--> '08-SEP-95'

LAST_DAY('01-SEP-95')
--> '30-SEP-95'

ROUND('25-JUL-95','MONTH')
--> 01-AUG-95

ROUND('25-JUL-95','YEAR')
--> 01-JAN-96

TRUNC('25-JUL-95','MONTH')
--> 01-JUL-95

TRUNC('25-JUL-95','YEAR')
--> 01-JAN-95

 

Vídeo 01

Banco de Dados I – Aula 14C

EXERCÍCIOS: Utilize o Schema HR do Oracle para resolver os problemas abaixo:

hr

1 – Selecione todos os ids, nomes e sobrenomes de empregados, que estejam nas faixas de salários de 0 a 2000 e maiores ou iguais a 5000. Dê 3 tipos de consultas para resolver esse problema)

2 – Selecione todos os ids e nomes de departamentos, o id do gerente do departamento que estejam nos id de locais entre 1500 a 2000;

3 – Selecione todos os nomes de departamentos e nomes dos gerentes de departamentos onde a cidade de localização seja Sao Paulo (faça pela antiga e nova sintaxa. Se possível, resolva também em algebra relacional)

4 – Selecione todos os ids, nomes e sobrenome de empregados que possuem salario maior que 5000 (Dê duas soluções para este problema. Se possível, resolva também em algebra relacional)

5 – Selecione todos ids, nomes e sobrenomes (como um único campo – nome completo) de empregados, a data de admissao (hire date),data de inicio e fim (end_date) dos determinados serviços (jobs). Obs: um empregado pode ter trabalhado em mais de um servico em um período de tempo; (Dê 2 soluções para esse problema. Se possível, resolva também em algebra relacional)

6 – Selecione todos o nome da região, o nome do pais que os nomes de paises iniciem com as letras A,B,J (Dê 2 soluções para esse problema. Se possível, resolva também em algebra relacional)

7 – Selecione todos os id´s e nomes dos gerentes, ids e nomes de departamentos gerenciados por esses gerentes. (De 3 soluções para esse problema)

8 – Selecione todos os ids e nomes de departamentos, a qual não possuem nenhum empregado alocado (dê 2 soluções para esse problema);

9 – Selecione todos os ids e nomes de empregados, o nome do departamento, o nome do pais e o nome da região, onde as regiões devem ser iguais a Europe e Asia (dê 3 soluções para esse problema);

Vídeo 01

 

Banco de Dados I – Aula 14B

USANDO O SCHEMA HR DO ORACLE

hr

JUNÇÃO DE TABELA (SINTAXE ANTIGA)

SQL> SELECT tabela1.coluna, tabela2.coluna
  2  FROM tabela1, tabela2
  3  WHERE tabela1.coluna = tabela2.coluna;

 

JUNÇÃO DE TABELA (SINTAXE NOVA)

SQL> SELECT tabela1.coluna, tabela2.coluna
  2  FROM tabela1
  3    INNER JOIN tabela2
  4      ON tabela1.coluna =
  5                  tabela2.coluna;

 

GERANDO UM PRODUTO CARTESIANO (SINTAXE ANTIGA)

Gera-se um produto cartesiano caso uma condição de junção seja omitida.

SQL> SELECT FIRST_NAME,
  2         DEPARTMENT_NAME
  3  FROM   EMPLOYEES,
  4         DEPARTMENTS;

 

GERANDO UM PRODUTO CARTESIANO (SINTAXE NOVA)

SQL> SELECT FIRST_NAME,
  2         DEPARTMENT_NAME
  3  FROM   EMPLOYEES
  4         CROSS JOIN DEPARTMENTS;

 

GERANDO REGISTROS COM JUNÇÕES IDÊNTICAS (SINTAXE ANTIGA)

SELECT  FIRST_NAME,
        EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID,
        DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID,
        DEPARTMENT_NAME
FROM    EMPLOYEES, DEPARTMENTS
WHERE   EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID =
                  DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID

 

GERANDO REGISTROS COM JUNÇÕES IDÊNTICAS (SINTAXE NOVA)

SELECT  FIRST_NAME,
        EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID,
        DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID,
        DEPARTMENT_NAME
FROM    EMPLOYEES
        INNER JOIN DEPARTMENTS
          ON EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID =
            DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID

 

CONDIÇÕES DE PESQUISA ADICIONAIS USANDO O OPERADOR AND (SINTAXE ANTIGA)

SELECT   EMPLOYEE_ID, FIRST_NAME,
         DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES, DEPARTMENTS
WHERE    EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID =
           DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID
         AND FIRST_NAME = 'Diana';

 

CONDIÇÕES DE PESQUISA ADICIONAIS USANDO O OPERADOR AND (SINTAXE NOVA)

SELECT   EMPLOYEE_ID, FIRST_NAME,
         DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES
         INNER JOIN DEPARTMENTS
           ON EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID =
             DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID
WHERE   FIRST_NAME = 'Diana';

 

UNINDO MAIS DE DUAS TABELAS (SINTAXE ANTIGA)

SELECT   E.FIRST_NAME,
         J.JOB_TITLE,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E,
         JOBS J,
         DEPARTMENTS D
WHERE    E.JOB_ID = J.JOB_ID
         AND E.DEPARTMENT_ID =   D.DEPARTMENT_ID;

 

UNINDO MAIS DE DUAS TABELAS (SINTAXE NOVA)

SELECT   E.FIRST_NAME,
         J.JOB_TITLE,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E
         INNER JOIN JOBS J
           ON E.JOB_ID = J.JOB_ID
         INNER JOIN DEPARTMENTS D 
           ON E.DEPARTMENT_ID =   D.DEPARTMENT_ID;

 

JUNÇÕES NÃO-IDÊNTICAS (SINTAXE ANTIGA)

SELECT    E.FIRST_NAME, E.LAST_NAME,
          E.SALARY, J.MIN_SALARY,   J.MAX_SALARY, J.JOB_TITLE
FROM      EMPLOYEES E, JOBS J
WHERE     E.SALARY
          BETWEEN J.MIN_SALARY AND   J.MAX_SALARY;

 

JUNÇÕES NÃO-IDÊNTICAS (SINTAXE NOVA)

SELECT    E.FIRST_NAME, E.LAST_NAME,
          E.SALARY, J.MIN_SALARY,   J.MAX_SALARY, J.JOB_TITLE
FROM      EMPLOYEES E
            JOIN JOBS J
              ON E.SALARY BETWEEN      J.MIN_SALARY AND J.MAX_SALARY;

 

EXEMPLO DE JUNÇÕES EXTERNAS (SINTAXE ANTIGA)

SELECT   E.FIRST_NAME,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E,
         DEPARTMENTS D
WHERE    E.DEPARTMENT_ID(+) =
                       D.DEPARTMENT_ID;

 

EXEMPLO DE JUNÇÕES EXTERNAS (SINTAXE NOVA)

SELECT   E.FIRST_NAME,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E,
         LEFT JOIN DEPARTMENTS D
           ON E.DEPARTMENT_ID =
              D.DEPARTMENT_ID;

 

EXEMPLO DE JUNÇÕES EXTERNAS (SINTAXE ANTIGA)

SELECT   E.FIRST_NAME,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E,
         DEPARTMENTS D
WHERE    E.DEPARTMENT_ID =
           D.DEPARTMENT_ID(+);

 

EXEMPLO DE JUNÇÕES EXTERNAS (SINTAXE NOVA)

SELECT   E.FIRST_NAME,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E
           RIGHT JOIN DEPARTMENTS D
             ON E.DEPARTMENT_ID =
                           D.DEPARTMENT_ID;

 

EXEMPLO DE AUTOJUNÇÕES (SINTAXE ANTIGA)

SELECT   WORKER.FIRST_NAME
         ||' TRABALHA PARA ' ||
         MANAGER.FIRST_NAME
FROM     EMPLOYEES WORKER,
         EMPLOYEES MANAGER
WHERE    WORKER.MANAGER_ID =
                MANAGER.EMPLOYEE_ID;

 

EXEMPLO DE AUTOJUNÇÕES (SINTAXE NOVA)

SELECT   WORKER.FIRST_NAME
         ||' TRABALHA PARA ' ||
         MANAGER.FIRST_NAME
FROM     EMPLOYEES WORKER
           LEFT JOIN EMPLOYEES MANAGER
             ON WORKER.MANAGER_ID =
                MANAGER.EMPLOYEE_ID;

Video 01

Banco de Dados I – Aula 14A

EXIBINDO DADOS DE VÁRIAS TABELAS

Há situações em que precisamos buscar dados de várias tabelas, onde um select simples não consegue obter esses dados;

Nesses casos, é necessário utilizar dados a partir de uma ou mais tabelas;

Para isso, precisamos fazer junção de tabelas;

O QUE É JUNÇÃO?

Use a junção para consultar dados a partir de uma ou mais tabelas;

Criar uma condição de junção na cláusula WHERE;

Prefixar o nome da coluna com o nome da tabela quando o mesmo nome da coluna aparecer em mais de uma tabela

Exemplo de junção

SQL> SELECT tabela1.coluna, tabela2.coluna
2  FROM tabela1, tabela2
3  WHERE tabela1.coluna = tabela2.coluna;

 

USANDO O SCHEMA HR DO ORACLE

hr

PRODUTO CARTESIANO

Um produto cartesiano é formado quando:

– Uma condição de junção estiver omitida;

– Uma condição de junção estiver inválida;

– Todas as linhas na primeira tabela estão unidas a todas as linhas da segunda tabelas;

Para evitar um produto Cartesiano, sempre inclua uma condição de junção válida em uma cláusula WHERE;

GERANDO UM PRODUTO CARTESIANO

Gera-se um produto cartesiano caso uma condição de junção seja omitida.

SQL> SELECT FIRST_NAME,
  2           DEPARTMENT_NAME
  3    FROM   EMPLOYEES,
  4           DEPARTMENTS;

 

TIPOS DE JUNÇÃO

Há dois tipos principais de condições de junção:

– Junção idênticas;

– Junção não-idêntcias;

Métodos de junção adicional incluem:

– Junções externas;

– Autojunções;

– Operadores de conjunto;

 

JUNÇÃO IDÊNTICA

ScreenHunter_393 Nov. 06 12.59

RECUPERANDO REGISTROS COM JUNÇÕES IDÊNTICAS

SQL>SELECT  FIRST_NAME,
            EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID,
            DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID,
            DEPARTMENT_NAME
    FROM    EMPLOYEES, DEPARTMENTS
    WHERE   EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID =
                      DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID;

QUALIFICANDO NOMES DE COLUNA AMBÍGUAS

Use os prefixos de tabela para qualificar nomes de colunas que estão em várias tabelas;

Diferencie colunas que possuem nomes idênticos, mas que residam em tabelas diferentes usando apelidos de coluna;

CONDIÇÕES DE PESQUISA ADICIONAIS USANDO O OPERADOR AND

Além da junção, é possível ter critérios para a cláusula WHERE;

SELECT   EMPLOYEE_ID, FIRST_NAME,
         DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES, DEPARTMENTS
WHERE    EMPLOYEES.DEPARTMENT_ID =
                       DEPARTMENTS.DEPARTMENT_ID
         AND FIRST_NAME = 'Diana';

USANDO APELIDOS DE TABELA

Apelidos de tabelas podem ter um tamanho de até 30 caracteres;

Se um apelido de tabela for usado para um determinado nome de tabela na cláusula FROM, deve-se utilize-lo para toda a instrução SELECT;

Apelidos devem ser significativos;

O apelido de tabela é válido somente para a instrução SELECT atual;

 

USANDO APELIDOS DE TABELA

SELECT   E.FIRST_NAME,
         J.JOB_TITLE,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E,
         JOBS J,
         DEPARTMENTS D
WHERE    E.JOB_ID = J.JOB_ID
         AND E.DEPARTMENT_ID =   D.DEPARTMENT_ID;

 

JUNÇÕES NÃO-IDÊNTICAS

O relacionamento de junção não-idênticas  significa que não há nenhum coluna correspondente diretamente entre as duas tabelas;

SELECT    E.FIRST_NAME, E.LAST_NAME,
          E.SALARY, J.MIN_SALARY,   J.MAX_SALARY,
          J.JOB_TITLE
FROM      EMPLOYEES E, JOBS J
WHERE     E.SALARY
          BETWEEN J.MIN_SALARY AND   J.MAX_SALARY;

 
Se uma linha não satisfazer uma condição de junção, a linha não aparecerá no resultado da consulta.

ScreenHunter_394 Nov. 06 13.03

Use uma junção externa para consultar também todas as linhas que em geral não atendem à condição de junção.

O operador de junção externo é um sinal de adição (+);

EXEMPLO DE JUNÇÕES EXTERNAS

SELECT   E.FIRST_NAME,
         D.DEPARTMENT_NAME
FROM     EMPLOYEES E,
         DEPARTMENTS D
WHERE    E.DEPARTMENT_ID(+) =
                          D.DEPARTMENT_ID

 
O operador da junção externa pode aparecer somente de um lado da expressão – o lado que possui informações ausentes. Ele retorna estas linhas de uma tabela que não possui correspondênciadireta em outra tabela;

Uma condição envolvendo uma junção externa não pode usar o operador IN ou vincular a outra condição pelo operador OR;

 

AUTOJUNÇÕES

Algumas vezes será necessário unir uma tabela a ela mesma.

ScreenHunter_395 Nov. 06 13.05

EXEMPLO DE AUTOJUNÇÕES

SELECT   WORKER.FIRST_NAME
         ||' TRABALHA PARA ' ||
         MANAGER.FIRST_NAME
FROM     EMPLOYEES WORKER,
         EMPLOYEES MANAGER
WHERE    WORKER.MANAGER_ID =
                       MANAGER.EMPLOYEE_ID;

 

Vídeo 01

Banco de Dados I – Aula 13A

RELACIONANDO SQL COM ALGEBRA RELACIONAL

SCRIPT A SER EXECUTADA NO ORACLE:

create tablespace ar datafile '/u01/app/oracle/oradata/XE/ar.dbf' size 10m autoextend on next 5m maxsize 50m online permanent extent management local autoallocate segment space management auto;

create user ar identified by ar default tablespace ar temporary tablespace temp;

grant create session, connect, resource to ar;

alter user ar quota unlimited on ar;

connect ar/ar;

CREATE TABLE R (
A NUMBER(1),
B NUMBER(1)
);

CREATE TABLE S (
A NUMBER(1),
B NUMBER(1)
);

CREATE TABLE T (
B NUMBER(1),
C NUMBER(1),
D NUMBER(1)
);

INSERT INTO R (A, B) VALUES (1, 2);
INSERT INTO R (A, B) VALUES (3, 4);

INSERT INTO S (A, B) VALUES (3, 4);
INSERT INTO S (A, B) VALUES (5, 6);
INSERT INTO S (A, B) VALUES (5, 8);

INSERT INTO T (B, C, D) VALUES (2, 2, 6);
INSERT INTO T (B, C, D) VALUES (4, 7, 8);
INSERT INTO T (B, C, D) VALUES (3, 2, 1);

COMMIT;

NOTAÇÃO DA ALGEBRA RELACIONAL

– Letras do final do alfabeto para denotar relações (R, S, T etc) – Letras do inicio do alfabeto para denotar atributos (A, B, C etc) – Letra grega  Θ (téta) é  usada para denotar um dos seis operadores de comparação:

NOTAÇÕES EM SQL

– Letras do final do alfabeto para denotar TABELAS (R, S, T etc) – Letras do inicio do alfabeto para denotar CAMPOS (A, B, C etc) – Será utilizado seis operadores de comparação (=, >, =, <=, )

UNIÃO EM AR

R ∪ S: é uma relação que contém as tuplas que estão em R, em S ou em ambas; se uma tupla está presente em R e em S, ela só aparece uma vez na união. Esta operação primitiva também requer como operandos tabelas união-compatíveis. Produz como resultado uma tabela que contém todas as linhas da primeira tabela seguidas de todas as linhas da segunda tabela. A tabela resultante possui a mesma quantidade de colunas que as tabelas originais, e tem um número de linhas que é no máximo igual à soma das linhas das tabelas fornecidas como operandos, já que as linhas que são comuns a ambas as tabelas aparecem uma única vez no resultado.

UNIÃO EM AR E SQL

R ∪ S é a relação que contém as tuplas que estão em ambas R e S.

SQL> SELECT * FROM R
2  UNION
3  SELECT * FROM S

INTERSECÇÃO EM AR E SQL

R ∩ S:é a relação que contém as tuplas que estão em ambas R e S.

SQL> SELECT * FROM R
  2  INTERSECT
  3  SELECT * FROM S

DIFERENÇA EM AR E SQL

R – S :contém as tuplas que estão em R porém não estão em S. Observe que R – S é diferente de S – R

SQL> SELECT * FROM R
2  MINUS
3  SELECT * FROM S

EXEMPLO PARA ESSAS OPERAÇÕES EM AR E SQL

ScreenHunter_385 Oct. 25 14.38

SQL> SELECT * FROM R;

SQL> SELECT * FROM S;

ScreenHunter_386 Oct. 25 14.39

SQL> SELECT * FROM R
  2    UNION
  3    SELECT * FROM S;

ScreenHunter_387 Oct. 25 14.40

SQL> SELECT * FROM R
  2    INTERSECT 
  3    SELECT * FROM S;

ScreenHunter_389 Oct. 25 14.41

SQL> SELECT * FROM R
  2    MINUS
  3    SELECT * FROM S;

PROJEÇÃO EM AR E SQL

ScreenHunter_390 Oct. 25 14.43

SQL> SELECT * FROM R;

SQL> SELECT * FROM S;

SQL> SELECT DISTINCT A
  2    FROM S;

Em AR:

π NmFunc (funcionário)

Em SQL:

SQL> SELECT NMFUNC
  2    FROM   FUNCIONARIO;

EXEMPLO DE SELEÇÃO

ScreenHunter_391 Oct. 25 14.45

SQL> SELECT * FROM R;

SQL> SELECT * FROM S;

SQL> SELECT *
  2    FROM S 
  3    WHERE B >= 6;

EXEMPLO DE SELEÇÃO (OU RESTRIÇÃO) E PROJEÇÃO EM AR E SQL

ScreenHunter_392 Oct. 25 14.46

SQL> SELECT * FROM R;

SQL> SELECT * FROM S;

SQL> SELECT B
  2    FROM S 
  3    WHERE B >= 6;

Em AR:

σ Sexo = ‘M’ (funcionário)

Em SQL:

SQL> SELECT *
  2    FROM FUNCIONARIO
  3    WHERE SEXO = 'M';

Em AR:

π NmFunc, DtAdm ( σ Sexo = ‘F’ (funcionário))

Em SQL:

SQL> SELECT NMFUNC, DTADM
2    FROM FUNCIONARIO
3    WHERE SEXO = 'F';

PRODUTO CARTESIANO EM AR E SQL

ScreenHunter_290 Oct. 30 01.21

Em AR:

Ex.:  π  NmFunc, DtAdm, VrSalário (  σ funcionário.CdCargo = cargo.CdCargo                                                                                                                                              (funcionário  x cargo))

Em SQL:

SQL> SELECT NNFUNC, DTADM, VRSALARIO
2    FROM   FUNCIONARIO,CARGO
3    WHERE  FUNCIONARIO.CDCARGO = CARGO.CDCARGO

Em AR:

Ex.:  π  NmFunc, DtAdm, VrSalário (  σ funcionário.CdCargo = cargo.CdCargo ∧ Sexo = ‘M’                                                                                                                           (funcionário  x cargo))

Em SQL:

SQL> SELECT NNFUNC, DTADM, VRSALARIO
2    FROM   FUNCIONARIO,CARGO
3    WHERE  FUNCIONARIO.CDCARGO = CARGO.CDCARGO
4           AND SEXO = 'M';

JUNÇÃO EM AR E SQL

ScreenHunter_291 Oct. 30 01.28

Em SQL:

SQL> SELECT *
2    FROM   R,T
3    WHERE  R.B >= T.D;

JUNÇÃO NATURAL EM AR E SQL

Exemplo: a junção das tabelas R e T acima, sobre as colunas R.B e T.B seria expressa por:

ScreenHunter_292 Oct. 30 01.31

Em SQL:

SQL> SELECT *
2    FROM   R
3      NATURAL JOIN T;

Exercícios – Parte 1 EM SQL

Considere as tabelas:

funcionario (NrMatric, NmFunc, DtAdm, Sexo, CdCargo, CdDepto)

cargo (CdCargo,  NmCargo, VrSalario)

depto (CdDepto, NmDepto, Ramal)

Resolva os seguintes problemas:

1 – Todos os funcionários do departamento ‘D1’.

2 – O nome e a matrícula de todos os funcionários do departamento ‘D1’.

3 – A matrícula e o nome do respectivo departamento de todos os funcionários.

4 – O nome dos funcionários que ganham mais de $500.

5 – O ramal do funcionário ‘ANA SILVEIRA’.

6 – Os nomes de todos os funcionários com cargo de ‘MECANICO’.

7 – Os nomes de todos os funcionários que trabalham no mesmo departamento que ‘JOSE NOGUEIRA’.

8 – Os nomes dos departamentos que possuem tanto funcionários como funcionárias.

Exercícios – Parte 2 EM SQL

Considere as Relações F e D que representam os CEs Funcionários e Dependentes, respectivamente, com o seguinte esquema simplificado: F(fumf, nomef) e D(numf, nomef, par), onde numf: número do funcionário, nomef: nome do funcionário, nomed: nome do dependnete e par: parentesco, que pode ser um dentre: “filho”, “filha”, “esposa/o” etc. Observe que em D, numf é a chave estrangeira que referencia a chave primária numf de F. Abaixo é mostrada uma possível instância dessas relações:

ScreenHunter_293 Oct. 30 01.37

Vamos obter agora a junção natural F | x | D (ela vai usar a coluna numf para junção)

ScreenHunter_294 Oct. 30 01.38

Observe que a junção natural apresenta para cada funcionário que possui dependentes, os dados do funcionário e dos seus dependentes. Como o funcionário 04 não possui dependentes, ele não aparece no resultado da junção. Vamos agora obter expressões da álgebra relacional que respondem as seguintes consultas:

1 – Quais os nomes e parentescos de todos os dependentes?

2 – Quais os funcionários(numero de) possuem dependentes filhas?

3 – Quais funcionários não possuem dependentes?

4 – De os nomes dos funcionários que possuem algum dependente.

5 – Dê o nome de cada funcionário que possui uma dependente chamada Alice

6 – Quais funcionários possuem mais de um dependente?

Arquivos de correcao:

https://github.com/rodrigoksaito/anchieta/tree/master/BancoDados_I/Aula13

 

Vídeo 01

 

Video 02

 
Video 03

Banco de Dados I – Aula 12A

SOBRE O PL/SQL

O PL/SQL (Procedural Language/SQL) é uma extensão do SQL com recursos de design de linguagem de programação, sendo uma extensão de linguagem procedural da Oracle;

Incorpora muitos recursos avançados feitos em linguagem de programação projetadas durante as décadas de 70 e 80;

É uma tecnologia empregada pelo Oracle Server e por algumas ferramentas Oracle;

SCRIPT PARA SER EXECUTADO VIA LINHA DE COMANDO NO SQLPLUS

Salvar em arquivo texto dentro do linux e executar via sqlplus

create tablespace banco1 datafile '/u01/app/oracle/oradata/XE/banco1.dbf' size 10m autoextend on next 5m maxsize 50m online permanent extent management local autoallocate segment space management auto;

create user banco1 identified by banco1 default tablespace banco1 temporary tablespace temp;

grant create session, connect, resource to banco1;

alter user banco1 quota unlimited on banco1;

connect banco1/banco1;

CREATE TABLE DEPTO (
  CDDEPTO CHAR(02) PRIMARY KEY,
  NMDEPTO VARCHAR(30),
  RAMAL NUMBER(3)
);

CREATE TABLE CARGO (
  CDCARGO CHAR(02) PRIMARY KEY,
  NMCARGO VARCHAR(30),
  VRSALARIO NUMBER(8,2)
);

CREATE TABLE FUNCIONARIO (
  NRMATRIC NUMBER(04) PRIMARY KEY,
  NMFUNC   VARCHAR(30),
  DTADM    DATE,
  SEXO     CHAR(01),
  CDCARGO  CHAR(02),
  CDDEPTO  CHAR(02),
  CONSTRAINT FK_FUNC_CDCARGO FOREIGN KEY(CDCARGO) REFERENCES CARGO(CDCARGO),
  CONSTRAINT FK_FUNC_CDDEPTO FOREIGN KEY(CDDEPTO) REFERENCES DEPTO(CDDEPTO)
);

INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C1','COZINHEIRA',350);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C3','AUX ESCRITORIO',450);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C7','VIGIA',450);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C2','MECANICO',750);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C5','GERENTE',2300);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C4','ESCRITURARIO',600);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C8','PROGRAMADOR',NULL);
INSERT INTO CARGO (CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO) VALUES ('C9','ANALISTA_DE_SISTEMAS',2100);

COMMIT;

INSERT INTO DEPTO (CDDEPTO, NMDEPTO, RAMAL) VALUES ('D1','ADMINISTRACAO',221);
INSERT INTO DEPTO (CDDEPTO, NMDEPTO, RAMAL) VALUES ('D2','OFICINA',235);
INSERT INTO DEPTO (CDDEPTO, NMDEPTO, RAMAL) VALUES ('D3','SERVICOS GERAIS',243);
INSERT INTO DEPTO (CDDEPTO, NMDEPTO, RAMAL) VALUES ('D4','VENDAS',258);
COMMIT;

INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1001,'JOAO SAMPAIO','10-AUG-93','M','C2','D2');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1004,'LUCIO TORRES','02-MAR-94','M','C2','D2');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1034,'ROBERTO PEREIRA','23-MAY-92','M','C3','D1');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1021,'JOSE NOGUEIRA','10-NOV-94','M','C3','D1');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1029,'RUTH DE SOUZA','05-JAN-93','F','C1','D3');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1095,'MARIA DA SILVA','03-SEP-92','F','C4','D1');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1023,'LUIZ DE ALMEIDA','12-JAN-93','M','C2','D2');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1042,'PEDRO PINHEIRO','29-JUL-94','M','C4','D1');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1048,'ANA SILVEIRA','01-JUN-93','F','C5','D1');
INSERT INTO FUNCIONARIO (NRMATRIC, NMFUNC, DTADM, SEXO, CDCARGO, CDDEPTO) VALUES (1015,'PAULO RODRIGUES','17-AUG-92','M','C2','D2');
COMMIT;

INSTRUÇÃO SELECT BÁSICA

SELECT [DISTINCT] {*, coluna [apelido],…}
FROM tabela;

Uma cláusula SELECT especifica as colunas a serem exibidas;

Uma cláusula FROM especifica a tabela que contém as colunas listadas na cláusula SELECT

Na sintaxe:

SELECT –> é a lista de uma ou mais colunas

DISTINCT –> suprime os itens duplicados

* –> selectiona todas as colunas

coluna –> seleciona a coluna nomeada

apelido –> fornece cabeçalhos diferentes às   colunas selecionadas

FROM –> tabela especifica a tabela contend   as colunas

CRIANDO INSTRUÇÕES SQL

Instruções SQL sem distinção entre maiusculas / minusculas;

Instruções SQL podem estar em uma ou mais linhas;

Palavras-chave não podem ser abreviadas ou divididas entre as linhas;

Normalmente, as cláusulas são colocadas em linhas separadas;

Guias e indentações são usadas para aperfeiçoar a legibilidade;

SELECIONANDO COLUNAS

SQL> SELECT *
  2  FROM DEPTO;

SQL> SELECT CDDEPTO, NMDEPTO, RAMAL
  2  FROM DEPTO;

SQL> SELECT CDDEPTO, NMDEPTO
  2  FROM DEPTO;

AJUSTANDO CABEÇALHO DAS COLUNAS

SQL> COL "CDDEPTO" FORMAT "A15";

SQL> SELECT *
  2  FROM DEPTO;

A15 –>quantidade de caracteres a ser apresentado

DEFAULTS DE CABEÇALHOS DE COLUNA

Justificativa default

Esquerda: dados de caractere e data

Direita: Dados numéricos

Exibição default: Letra maiúscula

SQL> SELECT cddepto, nmdepto
  2  FROM DEPTO; 

Obs –> mesmo digitando os campos selecionandos em minúsculo, será exibido em maiúsculo

EXPRESSÕES ARITMÉTICAS

Criar expressões com dados NUMBER e DATE usando operadores aritméticos.

OPERADOR DESCRIÇÃO
+ Adicionar
Subtrair
* Multiplicar
/ Dividir

USANDO OPERADORES ARITMÉTICOS

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO,
   2  VRSALARIO,
   3  VRSALARIO + 1000
   4  FROM CARGO;

PRECEDENCIA DE OPERADORES

A multiplicação e a divisão têm prioridade sobre a adição e a substração;

Os operadores com a mesma prioridade são avaliados da esquerda para a direita;

Os parênteses são usados para forçar a avaliação priorizada e para esclarecer as instruções;

Exemplo 1:

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO,
   2  VRSALARIO,
   3  12 * VRSALARIO + 100
   4  FROM CARGO;

Exemplo 2:

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO,
   2  VRSALARIO,
   3  12 * (VRSALARIO + 100)
   4  FROM CARGO;

DEFININDO UM VALOR NULO

Um valor nulo não está disponível, não é atribuído, é desconhecido ou não é aplicável;

Um valor nulo não é o mesmo que um zero ou um espaço em branco;

SQL> SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2  FROM CARGO;

VALORES NULOS NAS EXPRESSÕES ARITMÉTICAS

Se qualquer valor da coluna em uma expressão aritmética for nulo, o resultado será nulo;

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, 
  2  VRSALARIO + 100
  3  FROM CARGO;

DEFININDO UM APELIDO (ALIAS) PARA COLUNA

Renomeia um cabeçalho de coluna;

É útil para cálculos;

Segue imediatamente o nome da coluna;

Palavra-chave “as” é opcional entre o nome da coluna e o apelido;

Necessita de aspas duplas caso contenha espaço ou caracteres especiais ou faça a distinção entre maiúscula e minúscula;

USANDO UM APELIDO DE COLUNA

SQL> SELECT CDCARGO AS CODIGO_DO_CARGO, 
   2 NMCARGO AS "Nome do Cargo", 
   3 VRSALARIO VALOR$SALARIO
   4 FROM CARGO;

Observação: Os caracteres especiais # e $ são permitidos serem utilizados em alias sem utilização das aspas duplas;

OPERADOR DE CONCATENAÇÃO

Concatena colunas ou strings de caractere a outras colunas;

É representado por duas barras verticais “||” (pipe);

Cria uma coluna resultante que é uma expressão de caracteres

USANDO UM OPERADOR DE CONCATENAÇÃO

SQL> SELECT CDCARGO || NMCARGO 
   2	AS codigo_nome 
   3  	FROM CARGO;

STRING LITERAIS DE CARACTERES

Uma literal é um caractere, um número ou uma data incluída na lista SELECT;

Valores literais de caractere e data devem estar entre aspas simples;

Cada string de caractere é gerada um vez para linha retornada;

LINHAS DUPLICADAS

A exibição das consultas é de todas as linhas, incluindo linhas duplicadas:

SQL> SELECT CDCARGO
   2  FROM FUNCIONARIO;

ELIMINANDO LINHAS DUPLICADAS

Elimine as linhas duplicadas usando a palavra chave DISTINC na cláusula SELECT:

SQL> SELECT DISTINCT CDCARGO
   2  FROM FUNCIONARIO;

O DISTINCT atua sobre a linha do select, não sendo possível ter 2 DISTINCTS na mesma SELECT

LIMITANDO LINHAS SELECIONADAS

Restringe as linhas retornadas usando a cláusula WHERE:

A cláusula WHERE pode comparer valores em colunas, valores literais, expressões aritméticas ou funções. É formada por tres elementos:

– Nome da coluna;
– Operadores de comparação;
– Nome da coluna, constant ou lista de valores;

USANDO A CLÁUSULA WHERE

SQL> SELECT NRMATRIC, NMFUNC
   2  FROM FUNCIONARIO
   3  WHERE CDCARGO = 'C2';

STRINGS DE CARACTERES E DATAS

As strings de caractere e valores de dados aparecem entre aspas simples;

Os valores de caractere fazem distinção entre maiusculas e minúculas e o valores de data diferenciam formatos;

O format de data default é DD-MON-YY.

Exemplo:

SQL> SELECT NRMATRIC, NMFUNC, DTADM
   2 FROM FUNCIONARIO
   3 WHERE SEXO = 'F' 
   4 AND DTADM = '01-JUN-93';

OPERADORES DE COMPARAÇÃO

OPERADOR SIGNIFICADO
= Igual
> Maior do que
>= Maior do que ou igual a
< Menor
<= Menor ou igual a
Diferente de

UTILIZAÇÃO DOS OPERADORES DE COMPARAÇÃO

Use os operadores de comparação em condições que comparam uma expressão a outra.

Eles são usados na cláusula WHERE seguindo os exemplos:

WHERE hiredate = '01-JAN-95'

WHERE SAL >= 500

WHERE ENAME = 'SMITH'

OUTROS OPERADORES DE COMPARAÇÃO

OPERADOR SIGNIFICADO
BETWEEN … AND… Entre dois valores (inclusive)
IN (list) Vincula qualquer um de uma lista de valores
LIKE Vincula um padrão de caracteres
IS NULL É um valor nulo

USANDO O OPERADOR BETWEEN

Use o operador BETWEEN apra exibir linhas baseadas em uma faixa de valores

SQL>SELECT NMCARGO, VRSALARIO
  2 FROM CARGO
  3 WHERE VRSALARIO BETWEEN 450 AND 750;

USANDO O OPERADOR IN

Use o operador IN para testar os valores de uma lista

SQL>SQL> SELECT NMFUNC, CDCARGO, CDDEPTO
  2 FROM FUNCIONARIO
  3 WHERE CDCARGO IN ('C1','C3','C4');

USANDO O OPERADOR LIKE

Use o operador LIKE para executar pesquisas curinga com valores de string válidas;

As condições de pesquisa podem conter caracteres literais ou números;

– % denota zero ou muitos caracteres;

– _ (underline) denota um caractere;

Voce pode combiner caracteres de vinculação de padrão;

SQL> SELECT NMFUNC, CDCARGO, CDDEPTO
   2 FROM FUNCIONARIO
   3 WHERE NMFUNC LIKE 'JO%';
SQL> SELECT NMFUNC, CDCARGO, CDDEPTO
   2 FROM FUNCIONARIO
   3 WHERE NMFUNC LIKE '%RO%'
SQL> SELECT NMFUNC, CDCARGO, CDDEPTO
   2 FROM FUNCIONARIO
   3 WHERE NMFUNC LIKE '_O%'

USANDO A OPÇÃO ESCAPE

Quando for necessário ter uma correspondencia exata para os caracteres ‘%’ e ‘_’, use a opção ESCAPE

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO
   2 FROM CARGO
   3 WHERE NMCARGO LIKE '%@_%' ESCAPE '@';

USANDO O OPERADOR IS NULL

O operador IS NULL testa valores que são nulos. Um valor nulo significa que o valor não está disponível, não-atribuído, desconhecido ou não aplicável. Assim, não é possível testar com “=” porque um valor nulo não pode ser igual ou desigual a qualquer valor.

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2 FROM CARGO
   3 WHERE VRSALARIO IS NULL;

OPERADORES LÓGICOS

OPERADOR SIGNIFICADO
AND Retorna TRUE se as condições de componmentes forem TRUE
OR Retorna TRUE se cada condição de componente for TRUE
NOT Retorna TRUE se a condição seguinte for FALSE

Um operador lógico combina o resultado de duas condições de componente para produzir um único resultado com base neles ou inverter o resultado para a condição única. Três operadores lógicos estão disponíveis no SQL: AND, OR e NOT

USANDO O OPERADOR AND

AND exige que ambas as conduições sejam TRUE;

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2   FROM CARGO
   3   WHERE CDCARGO = 'C5'
   4   AND VRSALARIO >= 2000;

TABELA VERDADE AND

AND TRUE FALSE NULL
TRUE TRUE FALSE NULL
FALSE FALSE FALSE FALSE
NULL NULL FALSE NULL

USANDO O OPERADOR OR

OR exige que cada condição seja TRUE;

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2 FROM CARGO
   3 WHERE CDCARGO = 'C5'
   4 OR VRSALARIO >= 2000;

TABELA VERDADE OR

OR TRUE FALSE NULL
TRUE TRUE TRUE TRUE
FALSE TRUE FALSE NULL
NULL TRUE NULL NULL

USANDO O OPERADOR NOT

NOT nega o operador usado na operação

O operador NOT pode ser utilizado também com outros operadores SQL, como BETWEEN e LIKE;

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2 FROM CARGO
   3 WHERE VRSALARIO IS NOT NULL;

TABELA VERDADE NOT

NOT TRUE FALSE NULL
TRUE FALSE TRUE NULL

EXEMPLO DO OPERADOR NOT

... WHERE CDDEPTO NOT IN ('D1','D3');

... WHERE VRSALARIO NOT BETWEEN 50 AND 500;

... WHERE NMCARGO NOT LIKE 'VIG%';

... WHERE RAMAL IS NOT NULL;

REGRAS DE PRECEDÊNCIA

ORDEM DE AVALIAÇÃO OPERADOR
1 Todos os operadores de comparação
2 NOT
3 AND
4 OR

Sobreponha regras de precedência usando parênteses

REGRAS DE PRECEDÊNCIA

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2 FROM CARGO
   3 WHERE CDCARGO = 'C1'
   4 OR  CDCARGO = 'C7'
   5 AND VRSALARIO >= 350

A ordem de execução usando regras de precedencia é:

A primeira condição é que o CDCARGO seja igual a ‘C7’ e o VRSALARIO SEJA >= 350

A segunda condição é que o cargo CDCARGO seja igual a ‘C1’;

CLÁUSULA ORDER BY

ORDER BY Classifica as linhas de 2 formas:

–ASC: ordem crescente, default (do menor para o maior);

–DESC: ordem decrescente (do maior para o menor);

SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2 FROM CARGO
   3 ORDER BY NMCARGO;
SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2  FROM CARGO
   3  ORDER BY CDCARGO ASC;
SQL> SELECT CDCARGO, NMCARGO, VRSALARIO
   2 FROM CARGO
   3 ORDER BY VRSALARIO DESC;

CLASSIFICANDO POR APELIDO DE COLUNA

SQL> SELECT NMCARGO, VRSALARIO,
   2 VRSALARIO * 12 AS SAL_ANUAL
   3 FROM CARGO
   4 ORDER BY SAL_ANUAL

CLASSIFICANDO POR POSIÇÃO DE COLUNA

SQL> SELECT NMCARGO, VR_SALARIO,
   2 VRSALARIO * 12 AS SAL_ANUAL
   3 FROM CARGO
   4 ORDER BY 2

CLASSIFICANDO POR VÁRIAS COLUNAS

SQL> SELECT NMFUNC, SEXO, DTADM
   2 FROM FUNCIONARIO
   3 ORDER BY NMFUNC,DTADM DESC;

CONECTANDO DO SHELL DO LINUX PARA O SQL/PLUS

Como SYSDBA

[oracle@oracle ~]$ sqlplus / as sysdba

Como usuário comum

[oracle@oracle ~]$ sqlplus banco1/banco1

CONSULTANDO TABELAS DO SCHEMA NO SQL/PLUS

SQL> SELECT TABLE_NAME
   2 FROM USER_TABLES;

CONSULTANDO A ESTRUTURA DE UMA TABELA NO SQL/PLUS

SQL> DESC FUNCIONARIO;

SAINDO DO SQL/PLUS

SQL> exit;

 

Vídeo – Parte 01

 

Vídeo – Parte 02

 

Banco de Dados I – Aula 11A

INTRODUÇÃO À ÁLGEBRA RELACIONAL – RESUMO

  • Como o nome indica, a álgebra relacional (AR) é uma álgebra de expressões envolvendo relações. A partir de uma ou mais relações da BD tomadas como operandos, outras relações podem ser progressivamente construídas através de operadores especiais, sendo resultado da consulta sobre a BD.
  • Uma consulta é, portanto, uma expressão da consulta sobre a BD.
  • Alguns operadores básicos foram propostos por CODD. Se lembrarmos de que relações são conjuntos matemáticos (de tuplas) esses operadores essencialmente manipulam conjuntos e estão em quatro categorias:
    • Operadores convencionais sobre conjuntos: união, subtração, interseção e produto cartesiano;
    • Operadores que removem parte de uma relação; um operador que elimina linhas (seleção) e um operador que elimina colunas, ou seja, atributos (projeção)
    • Operadores que combinam linhas de duas relações de acordo com condições booleanas diversas (essas operações selecionam subconjuntos do produto cartesiano das duas relações);
    • Um operador especial p (Rô) permite renomear o esquema de uma relação, essencialmente para permitir expressar de forma não ambígua operações envolvendo auto-relacionamentos;

Notação

– Letras do final do alfabeto para denotar relações (R, S, T etc)

– Letras do inicio do alfabeto para denotar atributos (A, B, C etc)

– Letra grega ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13 (téta) é  usada para denotar um dos seis operadores de comparação:

UNIÃO

ScreenHunter_254 Oct. 19 20.24: é uma relação que contém as tuplas que estão em R, em S ou em ambas; se uma tupla está presente em R e em S, ela só aparece uma vez na união.

Esta operação primitiva também requer como operandos tabelas união-compatíveis. Produz como resultado uma tabela que contém todas as linhas da primeira tabela seguidas de todas as linhas da segunda tabela. A tabela resultante possui a mesma quantidade de colunas que as tabelas originais, e tem um número de linhas que é no máximo igual à soma das linhas das tabelas fornecidas como operandos, já que as linhas que são comuns a ambas as tabelas aparecem uma única vez no resultado.

ScreenHunter_255 Oct. 19 20.26

INTERSECÇÃO

ScreenHunter_256 Oct. 19 20.27 : é a relação que contém as tuplas que estão em ambas R e S.

Esta é uma operação adicional que produz como resultado uma tabela que contém, sem repetições, todos os elementos que são comuns às duas tabelas fornecidas como operandos. As tabelas devem ser união-compatíveis.

ScreenHunter_257 Oct. 19 20.28

O mesmo efeito pode ser obtido fazendo-se uma combinação de diferenças entre conjuntos

ScreenHunter_258 Oct. 19 20.29

ou com uniões e diferenças

ScreenHunter_259 Oct. 19 20.30

Diferença

ScreenHunter_260 Oct. 19 20.31: contém as tuplas que estão em R porém não estão em S. Observe que R – S é diferente de S – R

É uma operação primitiva que requer como operandos duas tabelas união-compatíveis, ou seja, estruturalmente idênticas. O resultado é uma tabela que possui todas as linhas que existem na primeira tabela e não existem na segunda.

ScreenHunter_261 Oct. 19 20.32

EXEMPLO PARA ESSAS OPERAÇÕES

ScreenHunter_263 Oct. 19 21.38.jpg

PROJEÇÃO

Projeção: ScreenHunter_264 Oct. 19 21.40   constrói uma nova relação a partir de R contendo apenas os atributos  . Observe que tuplas duplicadas devem ser eliminadas ao se fazer a projeção. Exemplo:

ScreenHunter_265 Oct. 19 21.40.jpg

Geralmente indicada na literatura por ScreenHunter_266 Oct. 19 21.42.jpg  (a letra grega pi) produz um conjunto onde há um elemento para cada elemento do conjunto de entrada, sendo que a estrutura dos membros do conjunto resultante é definida nos argumentos da operação.

Pode ser entendida como uma operação que filtra as colunas de uma tabela. Por operar sobre apenas um conjunto de entrada, a projeção é classificada como uma  operação unária.

Ex.: ScreenHunter_266 Oct. 19 21.42  NmFunc (funcionário)

Essa expressão produz um conjunto contendo um elemento para cada funcionário, e cada elemento contém apenas a informação referente a NmFunc da relação funcionário original

ScreenHunter_267 Oct. 19 21.43

Agora estamos interessados em identificar todos os funcionários de sexo masculino existentes no banco de dados. É uma situação que não podemos resolver com projeções apenas, uma vez que deveremos descartar elementos do conjunto inicial. Para casos desse tipo existe uma operação relacional chamada Seleção.

 

SELEÇÃO (OU RESTRIÇÃO)

Seleção: seja uma expressão booleana C do tipo R.A ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13C, onde C é uma constante do tipo de A que queremos comparar com o atributo A de uma linha de R. Então,

ScreenHunter_268 Oct. 19 21.45 c(R) é uma relação que inclui unicamente as linhas de R para as quais C é verdadeiro.

Exemplo:

ScreenHunter_269 Oct. 19 21.46

Expressões booleanas mais complexas envolvendo “ands” ou “ors” de operandos do tipo R.A  c podem ser avaliadas através de operações de união e interseção, mas, para simplificar a notação, vamos admitir em C expressões booleanas arbitrariamente complexas.

Se quisermos, podemos compor quaisquer operações, por exemplo:

ScreenHunter_270 Oct. 19 22.01

Indicada por   ScreenHunter_268 Oct. 19 21.45  (a letra grega sigma), é uma operação que para um conjunto inicial fornecido como argumento, produz um subconjunto estruturalmente idêntico, mas apenas com os elementos do conjunto original que atendem a uma determinada condição (também chamada de predicado). A seleção pode ser entendida como uma operação que filtra as linhas de uma tabela, e é também uma operação unária, já que opera sobre um único conjunto de dados.

Ex.:  ScreenHunter_268 Oct. 19 21.45 Sexo = ‘M’ (funcionário)

Produz o conjunto dos elementos de funcionário que atendem ao predicado [Sexo = ‘M’], ou seja, representa um subconjunto dos funcionários para o qual essa condição é avaliada como verdadeira.

ScreenHunter_271 Oct. 19 22.03.jpg

No caso de querermos descobrir o nome completo e a data de admissão de todos os funcionários do sexo feminino existentes na empresa, será necessário combinar uma projeção com uma seleção. Isso porque se decidirmos projetar as colunas desejadas diretamente a partir da relação funcionário, estaremos considerando também os elementos do sexo masculino, o que não queremos.

Como a projeção não permite descartar linhas, apenas colunas, deveremos fornecer a essa operação o subconjunto resultante de uma filtragem (seleção) da relação de funcionários original, como mostram as duas figuras a seguir, que representam as relações e as operações de duas maneiras diferentes.

ScreenHunter_272 Oct. 19 22.04.jpg

 

ScreenHunter_273 Oct. 19 22.05

Assim, a expressão que atende nossos objetivos nesse caso é

ScreenHunter_266 Oct. 19 21.42 NmFunc, DtAdm ( ScreenHunter_268 Oct. 19 21.45 Sexo = ‘F’ (funcionário))

cabendo observar que devido ao aninhamento das operações está implícito que primeiro será executada a seleção e depois a projeção, sendo que nesse exemplo não poderíamos inverter essa ordem.

Você poderia explicar porquê?

Por esse motivo, dizemos que a álgebra relacional é uma linguagem procedural, já que requer alguma definição quanto à ordem em que as operações serão realizadas. Linguagens em que apenas  mencionamos o resultado desejado, sem fazer menção alguma à forma como isso deve ser feito são chamadas de linguagens não-procedurais.

Suponha agora que precisamos obter o nome completo, a data de admissão e o salário de cada funcionário cadastrado.

Para essa consulta temos um fato novo, que é a referência a colunas de mais de uma tabela, uma vez que o nome e a data de admissão fazem parte da relação funcionário, enquanto que o salário existe apenas em cargos.

Isso é problemático, pois as duas operações que conhecemos até o momento são unárias, e temos necessidade de combinar os dados de mais de uma relação. Para situações como essa existe uma operação chamada Produto Cartesiano.

Produto Cartesiano

Produto Cartesiano: R x S : é uma relação obtida concatenando-se cada linha de R com cada linha de S, isto é, os atributos do produto cartesiano são os atributos de R, seguidos pelos atributos de S (se houver coincidência nos nomes de alguns atributos de R e S, a forma conveniente de distingui-los deve ser usada, como por exemplo R.C e S.C). Se R possui n atributos e K linhas e S possui m atributos e 1 linha então R x S possui n + m atributos e k x l linhas.

Exemplo de Produto Cartesiano

ScreenHunter_274 Oct. 19 22.08A notação geralmente adotada (na forma ‘conjunto1 x conjunto2’) para representar essa operação binária indica bem a sua natureza: o resultado do produto cartesiano de duas tabelas é uma terceira tabela contendo todas as combinações possíveis entre os elementos das tabelas originais.

Essa tabela resultante possuirá um número de colunas que é igual à soma das quantidades de colunas das duas tabelas iniciais, e um número de linhas igual ao produto do número de suas linhas.

Portanto, se fizermos o produto cartesiano de uma tabela A que possua 4 colunas e 10 linhas com uma tabela B onde existem 3 colunas e 7 linhas, a tabela resultante terá 4+3= 7 colunas e 10*7= 70 linhas. Assim, cada linha dessa tabela corresponderá à concatenação de uma linha da primeira tabela com uma linha da segunda.

O produto cartesiano não é muito usado como um fim em si mesmo, ou seja, dificilmente estaremos interessados em saber quais são todas as combinações possíveis entre as linhas de duas tabelas, pois a utilidade prática desse tipo de conhecimento é muito discutível.

Entretanto, é a única forma primitiva de que dispomos para fundir informações de duas tabelas heterogêneas para posterior processamento.

Nesse caso, tipicamente será necessário executar uma Seleção sobre o resultado do Produto Cartesiano, de maneira a descartar as combinações inválidas entre as linhas das tabelas originais.

Ex.: ScreenHunter_266 Oct. 19 21.42 NmFunc, DtAdm, VrSalário  ScreenHunter_268 Oct. 19 21.45(funcionário.CdCargo = cargo.CdCargo (funcionário x cargo))

Observe que primeiro é produzido o produto cartesiano correspondente a todas as combinações possíveis entre funcionários e cargos.

Essa relação vai conter linhas onde um funcionário estará associado a cargos que não são o seu, e devemos então aplicar um filtro (uma seleção) para gerar um subconjunto apenas com as combinações logicamente válidas (aquelas em que a chave estrangeira CdCargo de funcionário tem valor igual á chave primária CdCargo de cargo).

Como temos nesse subconjunto duas colunas com o mesmo nome (CdCargo que veio de funcionário e CdCargo proveniente de cargo), sempre que precisarmos mencionar uma delas será necessário especificar exatamente a qual das duas colunas estamos nos referindo, senão teremos uma situação ambígua, formalmente inaceitável.

Dizemos, nesse caso, que é necessário qualificar a coluna, e isso é feito escrevendo o nome da relação original antes do nome da coluna, separando-os por um ponto, ou seja, <nome-da-relação>.<nome-da-coluna>. É por esse motivo que escrevemos o predicado da seleção como sendo funcionário.CdCargo = cargo.CdCargo. Finalmente, a projeção é realizada a partir desse subconjunto, fornecendo os dados inicialmente desejados.

ScreenHunter_275 Oct. 19 22.11.jpg

ScreenHunter_276 Oct. 19 22.12.jpg

ScreenHunter_277 Oct. 19 22.13

ScreenHunter_278 Oct. 19 22.13.jpg

Caso desejemos obter uma variação ligeiramente diferente dessa consulta, acrescentando a restrição de que precisamos dos dados apenas dos funcionários do sexo masculino, teríamos a seguinte expressão algébrica:

ScreenHunter_279 Oct. 19 22.14.jpg

onde o símbolo “^” presente no predicado representa o conectivo lógico “E”. Portanto, com apenas 3 operações relacionais básicas foi possível extrair do banco de dados de exemplo várias informações importantes, representativas de uma grande parcela das consultas que um sistema gerenciador de bancos de dados deve processar.

As consultas realizadas foram:

  1. obter o nome completo de todos os funcionários;
  2. identificar todos os funcionários do sexo masculino;
  3. obter o nome completo e a data de admissão de todos os funcionários do sexo feminino;
  4. obter o nome completo, a data de admissão e o salário de todos os funcionários;
  5. descobrir o nome completo, a data de admissão e o salário de todos os funcionários do sexo masculino.

JUNÇÃO

Junção ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13: nesta operação comparamos duas colunas do mesmo tipo de R e S, por exemplo R.A   S.B. Se a comparação der verdadeira, selecionamos a linha correspondente do produto cartesiano RxS. A junção ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13é denotada por:

R | X | S

R.A ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13S.B

A junção ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13de duas relações é, portanto, um subconjunto do seu produto cartesiano e pode ser expressa pela identidade:

R | X | S = ScreenHunter_268 Oct. 19 21.45 (R.A ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13S.B) (R X S)

R.A ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13S.B

Exemplo: vamos utilizar outra relação para exemplificar a junção ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13 Seja a relação T com esquema T(B,C,D) e uma instancia de T abaixo:

ScreenHunter_280 Oct. 19 22.18.jpg

ScreenHunter_281 Oct. 19 22.19

Para isso, temos a seguinte explicação:

Produto cartesiano entre R  X  T

ScreenHunter_282 Oct. 19 22.20

Posteriormente, comparamos as linhas de R.B que sejam >= a TD, tendo o resultado apresentado.

É uma operação que produz uma combinação entre as linhas de uma tabela com as linhas correspondentes de outra tabela, sendo em princípio correspondente a uma seleção pelos atributos de relacionamento sobre um produto cartesiano dessas tabelas:

ScreenHunter_283 Oct. 19 22.21

A operação de junção foi criada justamente porque esse tipo de combinação de tabelas é de uso muito comum, facilitando com isso a escrita de expressões.

A tabela resultante de uma junção tem todas as colunas da primeira tabela e todas da segunda tabela.

Isso faz com que os valores dos campos utilizados como critério para a correspondência entre as linhas apareça duplicado, já que um vem da primeira tabela e outro da segunda.

Existe uma variação da junção, chamada junção natural, que fornece o mesmo resultado, mas sem essa repetição de valores: uma das colunas correspondentes aos atributos de relacionamento é descartada.

JUNÇÃO NATURAL

Junção natural: quando ScreenHunter_253 Oct. 19 20.13é o operador de igualdade, o resultado do produto cartesiano terá duas colunas idênticas, R.A e S.B. Nesse caso é conveniente projetar fora uma dessas colunas e o resultado final é chamado de junção natural de R com S. Se as colunas sobre as quais fizermos a junção tiverem o mesmo nome em R e S, então se pode simplificar a notação escrevendo apenas:

R | X | S

Para indicar esta operação, ficando implícitas as colunas sobre as quais é feita a comparação. Exemplo: a junção das tabelas R e T acima, sobre as colunas R.B e T.B seria expressa por:

ScreenHunter_284 Oct. 19 22.23

Obs: A comparação é feita sobre o produto cartesiano.

 

RESUMO

ScreenHunter_285 Oct. 19 22.24

Exercícios – Parte 1

Com base nas tabelas Funcionário, Cargo e Depto apresentadas neste material, elaborar as expressões da álgebra relacional que obtenham:

ScreenHunter_286 Oct. 19 22.25

Exemplo de Dados:

ScreenHunter_287 Oct. 19 22.26

1 – Todos os funcionários do departamento ‘D1’.

2 – O nome e a matrícula de todos os funcionários do departamento ‘D1’.

3 – A matrícula e o nome do respectivo departamento de todos os funcionários.

4 – O nome dos funcionários que ganham mais de $500.

5 – O ramal do funcionário ‘ANA SILVEIRA’.

6 – Os nomes de todos os funcionários com cargo de ‘MECANICO’.

7 – Os nomes de todos os funcionários que trabalham no mesmo departamento que ‘JOSE NOGUEIRA’.

8 – Os nomes dos departamentos que possuem tanto funcionários como funcionárias.

 

Exercício – Parte 2

Considere as Relações F e D que representam os CEs Funcionários e Dependentes, respectivamente, com o seguinte esquema simplificado: F(fumf, nomef) e D(numf, nomef, par), onde numf: número do funcionário, nomef: nome do funcionário, nomed: nome do dependnete e par: parentesco, que pode ser um dentre: “filho”, “filha”, “esposa/o” etc. Observe que em D, numf é a chave estrangeira que referencia a chave primária numf de F. Abaixo é mostrada uma possível instância dessas relações:

ScreenHunter_288 Oct. 19 22.28

Vamos obter agora a junção natural F | x | D (ela vai usar a coluna numf para junção)

ScreenHunter_289 Oct. 19 22.29

Observe que a junção natural apresenta para cada funcionário que possui dependentes, os dados do funcionário e dos seus dependentes. Como o funcionário 04 não possui dependentes, ele não aparece no resultado da junção. Vamos agora obter expressões da álgebra relacional que respondem as seguintes consultas:

1.Quais os nomes e parentescos de todos os dependentes?

2.Quais os funcionários(numero de) possuem dependentes filhas?

3.Quais funcionários não possuem dependentes?

4.De os nomes dos funcionários que possuem algum dependente.

5.Dê o nome de cada funcionário que possui uma dependente chamada Alice

6.Quais funcionários possuem mais de um dependente?

Referência Bibliográfica

  • GUIMARÃES, Célio Cardoso.  FUNDAMENTOS DE BANCOS DE DADOS: modelagem, projeto e linguagem SQL. 1. ed. Campinas: Universidade de Campinas. 2003.

 

 

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Banco de Dados I – Aula 10E

Crie no Microsoft Access para cada exercício um banco de dados dos exercícios resolvidos

Formas Normais – Formulário de manutenção técnica 

1FN (ITENS DE REPETICAO, OU MULTIVALORADOS TRANSFORMAR EM OUTRA TABELA)

EMPRESA (COD_EMP, RAZAO, ENDERECO, CIDADE, UF, CEP, FONE)

FUNCIONARIO (COD_FUN, NOME, …)

SITUACAO_SERV (TIPO)

FUNCIONARIO_CLI (RG_FUN_CLI, NOME_FUN_CLI, COD_EMP)

OBS (FUNCIONARIO_CLI. COD_EMP à CLIENTE.COD_EMP)

ACAO_SERV (TIPO, RG_FUN_CLI)

OBS (ACAO_SERV.TIPO à SITUACAO_SERV.TIPO)

OBS (ACAO_SERV.RG_FUN_CLI à FUNCIONARIO_CLI.RG_FUN_CLI)

CLIENTE (COD_EMP_CLI, RAZAO, ENDERECO, BAIRRO, COMPLEMENTO, CIDADE, UF, CEP)

TELEFONE_CLI (COD_EMP_CLI, TELEFONE)

OBS (TELEFONE_CLI.COD_EMP_CLI à CLIENTE.COD_EMP_CLI)

SOLUCAO (COD_SOL, DESC_SOL)

SERVICO (COD_SERV, DESC_SERV)

ATENDIMENTO (NR_ORDEM, DATA_ABERTURA, HORA_ABERTURA, DATA_PREVISTA, HORA_PREVISTA, DATA_SOL, HORA_SOL, COD_EMP_CLI, COD_EMP, COD_FUN)

OBS (ATENDIMENTO.COD_EMP_CLI à CLIENTE.COD_EMP_CLI)

OBS (ATENDIMENTO.COD_EMP à EMPRESA.COD_EMP)

OBS (ATENDIMENTO.COD_FUN à FUNCIONARIO.COD_FUN)

SOL_PRESTADA (NR_ORDEM, COD_SOL)

OBS (SOL_PRESTADA.NR_ORDEM à ATENDIMENTO.NR_ORDEM)

OBS (SOL_PRESTADA.COD_SOL à SOLUCAO.COD_SOL)

SERV_PRESTADO (NR_ORDEM, COD_SERV)

OBS (SERV_PRESTADO.NR_ORDEM à ATENDIMENTO.NR_ORDEM)

OBS (SERV_PRESTADO.COD_SERV à SERVICO.COD_SERV)

 

Banco de Dados I – Aula 10D

Crie no Microsoft Access para cada exercício um banco de dados dos exercícios resolvidos

 

Formas Normais – Pedido de Compras 

PEDIDO (NR_PEDIDO, DATA, DEPTO_ORIGEM, FUNC_SOLICITANTE, DEPTO_DESTINO, FUNC_RESPONSAVEL, TOTAL_QTD)

 ITEM_PEDIDO (NR_PEDIDO, ITEM, MATERIAL, QUANTIDADE)

 

2NF (DEPENDENCIA PARCIAL DOS CAMPOS NÃO CHAVE, TRANSFORMAR EM OUTRA TABELA)

PEDIDO (NR_PEDIDO, DATA, DEPTO_ORIGEM, FUNC_SOLICITANTE, DEPTO_DESTINO, FUNC_RESPONSAVEL, TOTAL_QTD)

ITEM_PEDIDO (NR_PEDIDO, ITEM, MATERIAL, QUANTIDADE)

OBS: ITEM_PEDIDO.COD_MATERIAL à MATERIAL.COD_MATERIAL)

 

3FN (ANALISAR OS CAMPOS NÃO CHAVES SE SÃO DEPENDENTES DE OUTROS CAMPOS NÃO CHAVE. CASO SIM, TRANSFORMAR EM OUTRA TABELA)

PEDIDO (NR_PEDIDO, DATA, COD_DEPTO_ORIGEM, COD_FUNC_SOL, COD_DEPTO_DESTINO, COD_FUNC_RESP)

OBS: PEDIDO.COD_DEPTO_ORIGEM à DEPARTAMENTO.COD_DEPTO)

OBS: PEDIDO.COD_FUNC_SOL à FUNCIONARIO.COD_FUNC)

OBS: PEDIDO.COD_DEPTO_DESTINO à DEPARTAMENTO.COD_DEPTO)

OBS: PEDIDO.COD_FUNC_RESP à FUNCIONARIO.COD_FUNC)

DEPARTAMENTO (COD_DEPTO, DEPARTAMENTO)

 FUNCIONARIO (COD_FUNC, FUNCIONARIO)

 ITEM_PEDIDO (NR_PEDIDO, ITEM, COD_MATERIAL, QUANTIDADE)

OBS: ITEM_PEDIDO.COD_MATERIAL à MATERIAL.COD_MATERIAL)

 MATERIAL (COD_MATERIAL, MATERIAL)

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Banco de Dados I – Aula 10C

Crie no Microsoft Access para cada exercício um banco de dados dos exercícios resolvidos

Estudo de Caso 2 – Gerência Acadêmica de uma Universidade 

PROFESSOR (COD_PROF, NOME, INSCRICAO_GA, COD_DEPTO)

OBS: PROFESSOR.COD_DEPTO à DEPARTAMENTO.COD_DEPTO

PROFESSOR_HABILITADO (COD_PROF, CFE)

DEPARTAMENTO (COD_DEPTO, NOME_DEPTO)

CURSO (COD_CURSO, NOME, NR_TOTAL_HORAS, COD_DEPTO)

OBS (CURSO.COD_DEPTO à DEPARTAMENTO.COD_DEPTO)

DISCIPLINA (COD_DISC, DESCRICAO, DESC_CURRICULAR, PRE_REQUISITO, COD_DEPTO, COD_PROF)

OBS (PRE_REQUISITO à COD_DISC)

OBS (DISCIPLINA.COD_DEPTO à DEPARTAMENTO.COD_DEPTO)

OBS (DISCIPLINA.COD_PROF à PROFESSOR_HABILITADO.COD_PROF)

DISCIPLINA_OBRIGATORIA (COD_DISC, HORA_OBRIGATORIA)

COMPOR (COD_CURSO, COD_DISC, TIPO_DISCIPLINA)

ALUNO (NR_MATRICULA, TIPO_ADMISSAO, NOME, ENDERECO, COD_CURSO)

OBS (ALUNO.COD_CURSO à CURSO.COD_CURSO)

HISTORICO (NR_MATRICULA, COD_DISC, DATA_DISC_CURSADA, NOTA)

OBS (HISTORICO.NR_MATRICULA à ALUNO.NR_MATRICULA)

OBS (HISTORICO.COD_DISC à DISCIPLINA.COD_DISC)

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Banco de Dados I – Aula 10B

Criando um banco de dados no Microsoft-Access

 

Para ilustrar a criação simples de banco de dados, iremos utilizar os exemplos normalizados:

Primeiramente, crie um banco de dados vazio no Microsoft Access;

Untitled

Dê um nome ao banco de dados:

Untitled2

Como criamos um banco de dados vazio, o MS-Access irá pedir os dados para a nova tabela;

Classificando o tipo de dados

 

Usaremos os tipos básicos de dados que o MS-Access oferece. Os tipos de dados servem para classificarmos os mesmos. Determinado dado tem certa característica(s). Por exemplo: “DQF-2134”, “15/07/2000”, “16”, “Ana Cristina da Silva”, “13.200-015”, “São Paulo”. Podemos observar que os dados possuem caracteres numéricos e alfanuméricos.  Observando os valores dos dados, podemos classificar o seu tipo.

O MS-Access possui alguns outros tipos de dados:

Untitled3

Iremos criar as tabelas abaixo, conforme exercício passado:

ESTOQUE_ITENS(NR_CONTROLE,ITEM, COD_PECA, QUANTIDADE, TIPO_MOVIMENTACAO, COD_SETOR)

PECA(COD_PECA, DESCRICAO_PECA)

SETOR(COD_SETOR, DESC_SETOR)

ESTOQUE(NR_CONTROLE, DATA, COD_FUNC_REP, COD_FUNC_RESP)

FUNCIONARIO(COD_FUNC, NOME_FUNC)

Criando tabelas no MS-ACCESS

Tabelas a serem criadas:

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Untitled7

Realize após a construção das tabelas testes de inserção de dados. Perceba que ainda não haverá nada que impeça o usuário colocar um dado que não exista nas tabelas bases.

Relacionamento entre tabelas

Para fazer o relacionamento no ACCESS, vá no menu “Ferramentas de Banco de Dados” / Relações

Untitled8

Selecione todas as tabelas e pressione “Adicionar”

Untitled9

Após a inclusão de todas as tabelas, aparecerá as tabelas “não-relacionadas”, conforme figura abaixo:

Untitled10

Arraste o campo “NR_CONTROLE” da tabela “ESTOQUE” para o campo “NR_CONTROLE” da tabela “ESTOQUE_ITENS”. A seguinte tela aparecerá:

Untitled11

Faça o mesmo processo para os demais itens do banco de dados, deixando igual a figura abaixo:

Untitled12

Teste novamente a inserção de dados;

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Banco de Dados I – Aula 10A

PROJETANDO BANCO DE DADOS

  • Segundo OLIVEIRA, (2002, p.21), antes de utilizarmos os comandos SQL, vamos identificar a forma de planejar a criação do banco de dados. Esse planejamento é extremamente importante para a estabilidade de todo o sistema. Estudos indicam que quanto maior o tempo despendido no projeto do banco de dados, menor será o tempo despendido na manutenção do modelo.
  • OLIVEIRA (2002, p.21) explica ainda que podemos comparar a criação de um sistema com a construção de um edifício. O projeto de banco de dado está para o sistema da mesma forma que a estrutura do prédio está para o edifício. Se não for dada a devida atenção ao desenho do banco de dados, pode-se comprometer todo o desenvolvimento do sistema.
  • É como construir um edifício utilizando uma base inadequada: um dia o edifício cairá. De outra forma, quanto maior for o tempo dedicado ao estudo das necessidades de informação do sistema em desenvolvimento, maior será o tempo economizado no desenvolvimento do sistema.
  • O sistema terá melhor qualidade, e será mais fácil, no futuro, implementar novas rotinas, procedimentos e agregar novas informações necessárias.
  • O processo de análise dos dados pressupõe três fases distintas e integradas, como apresenta a figura a seguir

ScreenHunter_249 Oct. 16 19.54

  • Segundo o autor e colunista Ricardo Rezende, da revista especializada em desenvolvimento da Devmedia, o sistema de banco de dados deve garantir uma visão totalmente abstrata do banco de dados para o usuário.
  • Para o usuário do banco de dados pouco importa qual unidade de armazenamento está sendo usada para guardar seus dados, contanto que os mesmos estejam disponíveis no momento necessário.

 

  • Esta abstração se dá em três níveis–Nível de visão do usuário: as partes do banco de dados que o usuário tem acesso de acordo com a necessidade individual de cada usuário ou grupo de usuários;–Nível conceitual: define quais os dados que estão armazenados e qual o relacionamento entre eles;–Nível físico: é o nível mais baixo de abstração, em que define efetivamente de que maneira os dados estão armazenados

ScreenHunter_250 Oct. 16 19.59

  • Todo bom sistema de banco de dados deve apresentar um projeto, que visa a organização das informações e utilização de técnicas para que o futuro sistema obtenha boa performance e também facilite infinitamente as manutenções que venham a acontecer.
  • O projeto de banco de dados se dá em duas fases:
    • Modelagem conceitual;
    • Projeto lógico.
  • Estas duas etapas se referem a um sistema de banco de dados ainda não implementado, ou seja, que ainda não exista, um novo projeto. Para os casos em que o banco de dados já exista, mas é um sistema legado, por exemplo, ou um sistema muito antigo sem documentação, o processo de projeto de banco de dados se dará através da utilização de uma técnica chamada de Engenharia Reversa, que será visto em outra oportunidade.

 

Modelo Conceitual

  • É a descrição do BD de maneira independente ao SGBD, ou seja, define quais os dados que aparecerão no BD, mas sem se importar com a implementação que se dará ao BD. Desta forma, há uma abstração em nível de SGBD.
  • Uma das técnicas mais utilizadas dentre os profissionais da área é a abordagem entidade-relacionamento (ER), onde o modelo é representado graficamente através do diagrama entidade-relacionamento (DER)

Exemplo 01

ScreenHunter_251 Oct. 16 20.15

O modelo acima, entre outras coisas, nos traz informações sobre Alunos e Turmas. Para cada Aluno, será armazenado seu número de matrícula, seu nome e endereço, enquanto para cada turma, teremos a informação de seu código, a sala utilizada e o período.

Já no modelo abaixo, exemplo de MER contendo assunto referente a locadora.

Exemplo 02

Untitled

Modelo Lógico

  • Descreve o BD no nível do SGBD, ou seja, depende do tipo particular de SGBD que será usado. Não podemos confundir com o Software que será usado. O tipo de SGBD que o modelo lógico trata é se o mesmo é relacional, orientado a objetos, hierárquico, etc.
  • Abordaremos o SGBD relacional, por serem os mais difundidos. Nele, os dados são organizados em tabelas

Untitled2

  • O modelo lógico do BD relacional deve definir quais as tabelas e o nome das colunas que compõem estas tabelas.

 

  • Para o nosso exemplo, poderíamos definir nosso modelo lógico conforme o seguinte:

Aluno(mat_aluno, nome, endereco)
Turma (cod_turma, sala, periodo)

  • É importante salientar que os detalhes internos de armazenamento, por exemplo, não são descritos no modelo lógico, pois estas informações fazem parte do modelo físico, que nada mais é que a tradução do modelo lógico para a linguagem do software escolhido para implementar o sistema.
  • GUIMARÃES (2003, p.32) defende que como muitas aplicações de engenharia, o projeto de uma base de dados através da técnica top down ou de refinamento sucessivos é largamente utilizado. Ele começa pela análise dos requisitos dos usuários finais da BD e da visão externa que eles têm sobre os dados.
  • Esta visão e requisitos dependem da aplicação pretendida da BD, variam de um usuário para outro dentro da organização, e refletem suas necessidades para o trabalho diário. Ela é comumente informal e incompleta, em graus que variam com o nível de informatização da aplicação (ou da organização).
  • Os objetivos finais dessa análise são: (i) obter uma visão unificada de todos os dados da aplicação, e (ii) definir os procedimentos funcionais para operar com os dados.
  • É portanto, uma sistemática similar à análise de sistemas convencional.
  • Esta visão unificada dos dados é comumente chamada de modelagem de dados e corresponde a uma abstração do mundo real contendo o conjunto de informações sobre o mesmo que julgamos importante armazenar e manipular.
  • O projeto top down da BD através de modelagem de dados consiste em especificar os dados através de refinamento sucessivos, mapeando os dados definidos num nível mais alto e abstrato para o nível seguinte, menos abstrato e mais detalhado.
  • No nível mais alto a visão e requisitos da BD ainda é informal e é normalmente apresentada sob a forma de documentos textuais. Vamos denominá-la de visão externa de dados.
  • O próximo nível consiste na especificação lógica dos dados num formato de projeto lógico de dados e, dependendo do SGBD escolhido, pode ser de nível suficientemente alto para esconder a maioria dos detalhes de implementação.
  • O último nível é denominado de projeto físico dos dados e corresponde à organização interna do armazenamento dos dados pelo SGBD e à definição de estruturas de dados auxiliares visando uma maior eficiência na recuperação e manipulação dos dados. Dependendo do SGBD uma parte considerável do nível físico fica escondida das aplicações.

ScreenHunter_252 Oct. 16 21.10

A linguagem SQL

  • Segundo GUIMARÃES (2003, p.99), o modelo relacional desenvolvido por [Codd70] definiu as metalinguagens álgebra relacional e cálculo relacional, que implementam os conceitos básicos do modelo. Elas tiveram grande influencia no desenvolvimento subseqüente de propótipos do modelo relacional.
  • SQL (Structured Query Language) é uma linguagem de definição e de manipulação de dados relacionais, desenvolvida nos laboratórios da IBM nos anos 70 e hoje padronizada pelos comitês ISO/ANSI.
  • OLIVEIRA (2002, p.18), complementa que SQL é um conjunto de comandos de manipulação de banco de dados utilizado para criar e manter a estrutura desse banco de dados, além de incluir, excluir, modificar e pesquisar informações nas tabelas dele. A linguagem SQL não é uma linguagem de programação autônoma; poderia ser chamada de “sublinguagem”.
  • A linguagem SQL não é procedural, logo é possível especificar o que deve ser feito, e não como deve ser feito. Dessa forma, um conjunto de linhas (set) será atingido pelo comando e não cada uma das linhas, como é feito no ambiente procedural. Portanto, não é necessário entender o funcionamento interno do banco de dados e como e onde estão armazenados fisicamente os dados.
  • Teoricamente deveria ser possível transferir facilmente os comandos SQL de um banco de dados para outro. Contudo, isso não é possível. Naturalmente, boa parte do trabalho poderá ser aproveitado, mas deve-se fazer adaptações em função do banco de dados que está sendo utilizado.

 

Divisão da linguagem SQL

  • DDL (Data Definition Language): permite a criação dos componentes do banco de dados, como tabelas, indicies, etc. Os principais comandos são: CREATE TABLE, ALTER TABLE, DROP TABLE, CREATE INDEX, ALTER INDEX, DROP INDEX;
  • DML (Data Manipulation Language): permite a manipulação dos dados armazenados no banco de dados. Comandos DML: INSERT, DELETE, UPDATE;
  • DQL (Data Query Language): permite extrair dados do banco de dados. Comando: SELECT
  • DCL (Data Control Language): provê segurança interna do banco de dados: Comandos: CREATE USER, ALTER USER, GRANT, REVOKE, CREATE SCHEMA;
  • Com o advento da SQL-99, a linguagem SQL passou a incorporar comandos procedurais (Begin, IF, funções, procedimentos) que, na prática, já existiam como extensões da linguagem.
  • Essas extensões, até hoje, são específicas de cada banco de dados e, portanto, a Oracle tem a sua própria linguagem procedural que estende a SQL, que é a PL/SQL.
  • A Microsoft incorporou no SQLServer o Transact-SQL com o mesmo objetivo. A idéia é que, num futuro próximo, exista um padrão de programação em todos os banco de dados.

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Banco de Dados I – Aula 08B

FORMAS NORMAIS

  • Segundo BATTIST (2005, P. 16), o objetivo da normalização é evitar os problemas provocados por falhas no projeto do Banco de Dados, bem como eliminar a “mistura” de assuntos e as correspondentes redundâncias de dados.
  • A normalização de tabelas é utilizada para tentar detectar erros no projeto das tabelas e atributos de cada tabela e corrigir estes erros, antes da criação e utilização do Banco de Dados.
  • É bem mais fácil (e barato), corrigir os erros na fase de projeto do que depois que o Banco de Dados já estiver em uso.
  • Uma “Regra de ouro” que devemos observar quanto ao projeto de banco de dados é a de “não misturar assuntos em uma mesma tabela”.
  • GUIMARAES (2003, p.81) complementa que existe um considerável aparato teórico por trás dos conceitos de normalização de relações. As razões para estudá-los, no entanto, são de ordem prática. Eles nos vão ajudar a projetar base de dados com menos possibilidade de inconsistências e menos redundâncias de informação.
  • Eles também vão ajudar a determinar com mais precisão certos tipos de restrições sobre atributos de uma relação assim como a determinação das suas possíveis chaves.
  • Por exemplo, na tabela Clientes, devemos colocar somente campos relacionados com o assunto Clientes. Não devemos misturar campos relacionados com outros assuntos, tais como pedidos, produtos etc. Essa “mistura de assuntos” em uma mesma tabela acaba por gerar repetição desnecessária dos dados bem como inconsistências dos dados.
  • O processo de normalização aplica uma série de regras sobre as tabelas de banco de dados, para verificar se estas estão corretamente projetadas. Embora existam cinco formas normais (ou regras de normalização), na prática usamos um conjunto de três formas normais.
  • Frequentemente, após a aplicação das regras de normalização, algumas tabelas acabam sendo divididas em duas ou mais, o que no final gera um número maior de tabelas do que o número de tabelas originalmente projetado.
  • Este processo causa a simplificação dos atributos de uma tabela, colaborando significativamente para a estabilidade do projeto de banco de dados, reduzindo-se as necessidades de manutenção e alterações, após o banco ter sido colocado em produção.

Primeira Forma Normal

  • BATTIST diz que a Regra: “Uma tabela está na Primeira Forma Normal quando seus atributos não contem grupos de repetição”. Por isso dizemos que uma tabela que possui grupos de repetição não está na Primeira Forma Normal.
  • Exemplo de uma tabela que não está normalizada na 1 FN (BATTIST, 2005, p.17)

ScreenHunter_238 Sep. 26 21.36

  • GUIMARAES (p.84) diz que a 1FN é considerada como a própria definição do MR: Toda relação está em 1FN, isto é, não possui atributos multivalorados nem relações aninhadas e será tomada como implícita.
  • Podemos notar que uma tabela com esta estrutura apresenta diversos problemas. Por exemplo, se um casal tiver mais do que um filho, teríamos que digitar o nomes do pai e da mãe diversas vezes, tantas quantos forem os filhos. Isso forma um grupo de repetição.
  • Pode ser que, por erro de digitação, o nome dos pais não apareça exatamente igual todas as vezes, o que pode acarretar problemas na hora de fazer pesquisas ou emitir relatórios. Este problema ocorre porque misturamos assuntos em uma mesma tabela. Colocamos as informações dos pais e dos filhos em uma mesma tabela. (BATTIST, p. 17)
  • A solução para este problema é simples: criamos uma tabela separada para a informação dos pais e relacionamos a tabela Pais com a tabela Filhos através de um relacionamento do tipo Um para Muitos, ou seja, um casal pode ter vários filhos.
  • As Tabelas Pais e Filhos estão na Primeira Forma Normal (BATTIST, 2005, p.17)

ScreenHunter_239 Sep. 26 21.38

  • As duas tabelas resultantes da aplicação da Primeira Forma Normal, Pais e Filhos, estão na Primeira Forma Normal. A tabela original, a qual misturava informações de pais e filhos, não está na Primeira Forma Normal.
  • OLIVEIRA (2002, p.53) complementa que a solução para este caso é que devemos separar a informação que se repete em uma nova entidade. Devemos ainda levar a chave primaria da entidade original para a nova entidade gerada (caso contrário, não haverá como relacionar as informações das duas entidades). Feito isso, criaremos a nova chave para a nova entidade.
  • Normalmente podemos localizar um campo que, unido à chave da entidade original, formará a chave da nota tabela (nesse caso, chave concatenada), ou podemos criar um campo para esse fim, caso não exista, Há a possibilidade de criarmos simplesmente uma nova chave não concatenada e independente da entidade original. É uma questão de preferência.
  • Exemplo:

ScreenHunter_240 Sep. 26 21.39

  • Utiliza-se o campo Numero da Faixa como atributo-chave junto com o CodigoDoCD, pois não poderá haver duas faixas com o mesmo número em um único CD. Essa é, portanto, uma chave concatenada.

Segunda Forma Normal

  • Podemos aplicar a Segunda Forma Normal quando tivermos uma chave primária composta. Neste caso, devemos observar se todos os campos, que não fazem parte da chave primária composta, dependem de todos os campos que compõem a chave primária composta. Se algum campo depender somente de parte da chave primária composta, então este campo deve pertencer a outra tabela. (BATTIST, 2005, P.17)
  • Tabela que não está na segunda forma normal (BATTIST, 2005, p.18)

ScreenHunter_241 Sep. 26 21.41

  • A chave primária composta é formada pela combinação dos campos NúmeroDaMatricula e CódigoDoCurso.
  • O campo Avaliação depende tanto do CódigoDoCurso quanto Do NúmeroDaMatricula (cada aluno – representado por sua matricula, tem uma nota em cada disciplina – representada pelo campo CódigoDoCurso), porém o campo DescriçãoDoCurso depende apenas do CódigoDoCurso (a descrição do curso não tem relação com o NúmeroDaMatricula).
  • Com isso, temos um campo que não faz parte da chave primária composta e depende apenas de um dos campos que compõem a chave primária composta. Assim podemos dizer que esta tabela não está na Segunda Forma Normal. (BATTIST, 2005, P.18)
  • A resolução para este problema também é simples: dividimos a tabela, que não está na Segunda Forma Normal, em duas outras tabelas, conforme indicado pela figura abaixo, sendo que as duas tabelas resultantes estarão na segunda forma normal.
  • Duas tabelas que estão na Segunda Forma Normal:

ScreenHunter_242 Sep. 26 21.43

  • OLIVEIRA (2002, p.56) diz  que uma entidade está na segunda forma normal quando todos os seus atributos não chave dependem unicamente da chave. Assim, deve-se perguntar a cada atributo, que não seja a chave da entidade, se ele depende apenas da chave da entidade. O que se procura com isso é medir o grau de dependência entre os atributos.
  • Apenas coisas semelhantes podem ser unidas em grupos semelhantes (entidades nada mais são do que um grupo ou conjunto). A solução sugerida para esse problema é ao identificarmos uma situação como a descrita anteriormente, devemos separar os atributos independentes e criar ou identificar dentre os atributos separados uma nova chave para esta nova entidade.
  • Essa chave deve ser mantida na entidade original como o atributo de relacionamento entre ambas as entidades. Dessa forma, não se perde qualquer informação no modelo.
  • No exemplo anterior, a gravadora, o Autor e a Musica são independentes de suas entidades, CD e Item_CD. Veja que já uma enorme vantagem ao separarmos esses atributos independentes, visto quem se não o fizéssemos, cada alteração em uma das informações deveria ser estendida a todas as linhas da entidade.
  • É muito mais fácil fazer isso apenas na nova entidade criada. Como a relação se dá por meido do campo-chave, não há necessidade de alterar todas as ocorrências em CD ou Item_CD, apenas nas entidades Autor, Gravadora ou Musica.
  • A inclusão de novos atributos também é facilitdada. Atributos que venham a ser relavantes serão acrescentados direamente na entidade Autor (como Data de Nascimento) ou Gravadora (como Endereço e Home Page)

ScreenHunter_243 Sep. 26 21.46

Terceira Forma Normal

  • Segundo BATTIST (p.21), na definição dos campos de uma tabela podem ocorrer casos em que um campo não seja dependente diretamente da chave primária, ou de parte dela, mas sim dependente de um outro atributo constante na tabela, atributo este que não seja a chave primária.
  • Quando isso ocorre, dizemos que a tabela não está na Terceira Forma Normal, conforme indicado pela figura seguinte:
    • Uma tabela que não está na Terceira Forma Normal:

ScreenHunter_244 Sep. 26 21.47

  • Observe que o campo DescriçãoDoCurso depende apenas do campo CodigoDoCurso, o qual não faz parte da chave primária. Por isso dizemos que esta tabela não está na Terceira Forma Normal.
  • A solução para este caso também é simples. Novamente basta dividir a tabela em duas outras, conforme indicado pela figura abaixo. As duas tabelas resultantes estão na Terceira Forma Normal.
    • Duas tabelas que estão na Terceira Forma Normal:

ScreenHunter_245 Sep. 26 21.48

  • OLIVEIRA (p.60) diz que uma entidade está terceira forma normal quando todos os seus atributos não chave não dependem de nenhum outro atributo não chave. Utilizando palavras mais simples, pode-se dizer que um atributo não deve depender de outro atributo. Isso ocorre normalmente em cálculos matemáticos ou em atributos “perdidos” na entidade errada.
  • Se guardamos eles são resultados de uma operação entre dois atributos. Se guardarmos esse valor, estaremos apenas ocupando espaço e abrindo a possibilidade de termos uma informação inconsistente no banco de dados;
  • Exemplo: No nosso exemplo, o atributo TempoTotal é dependente de outro atributo não chave: Tempo, na entidade musica. Ao somarmos o tempo de cada faixa do CD, teremos o tempo total de gravação do CD. Esse campo deve ser eliminado, sem perda de informação para o modelo de dados.

ScreenHunter_246 Sep. 26 21.49

Exercício – Formas Normais

  • Dado a seguinte figura, defina as tabelas utilizando as seguintes formas normais: 1FN, 2FN e 3FN:

ScreenHunter_247 Sep. 26 21.50

Video

GitHub

https://github.com/rodrigoksaito/anchieta/tree/master/BancoDados_I/Aula08

 

Banco de Dados I – Aula 08A

ASPÉCTO TEMPORAL

 

Modelo deve refletir o aspecto temporal

  • Certas aplicações exigem que o BD guarde o histórico de alterações de informações. Por exemplo, um BD de uma seguradora.
  • Pode ser necessário conhecer não só o segurado atual de uma apólice, mas também os do passado.
  • O modelo de um BD que armazena somente os valores atuais de uma informação é diferente do modelo do BD que armazena o histórico da informação. Portanto, é necessário considerar o aspecto temporal na modelagem de dados.
  • Não há regras gerais de como proceder neste caso, mas é possível identificar alguns padrões que se repetem frequentemente na prática.

 

Atributos cujos valores modificam ao longo do tempo

  • Alguns atributos de uma entidade, normalmente aqueles que não são identificadores da entidade, podem ter seus valores alterados ao longo do tempo (por exemplo, o endereço de um cliente pode ser modificado).
  • Algumas vezes, por necessidades futuras de informações, ou até mesmo por questões legais, o banco de dados deve manter um registro histórico das informações.
  • Um exemplo é o valor do salário do empregado.
  • Num sistema de pagamento, não interessa saber apenas o estado atual, mas também o salário durante os últimos meses, por exemplo, para emitir uma declaração anual de rendimentos de cada empregado.
  • Assim, o salário não pode ser modelado como atributo, mas sim como uma entidade.
  • Exemplo

ScreenHunter_229 Sep. 26 20.32

 

ScreenHunter_231 Sep. 26 20.53

 

Relacionamentos que modificam ao longo do tempo

  • Assim como atributos podem ter seus valores modificados ao longo do tempo, também relacionamentos podem ser modificados (instâncias dos relacionamentos podem ser modificados, adicionadas/removidas) e também neste caso pode ser requerido que o banco de dados mantenha um registro histórico das alterações.
  • Quando é considerada a história de suas alterações, relacionamentos 1:1 ou 1:n são transformados n:n.

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ScreenHunter_233 Sep. 26 21.06

 

Modelando a dimensão temporal de relacionamentos 1:1

  • Para exemplificar, consideramos o relacionamento LOCAÇÃO (a). Este relacionamento possui cardinalidade 1:1, ou seja, cada empregado está alocado a no máximo uma mesa e cada mesa tem ela alocado no máximo um empregado.
  • Este modela está correto, caso deseje-se armazenar no banco de dados apenas a alocação atual de cada mesa. Entretanto, caso deseje-se armazenar também a história das alocações, isto é, que empregados estiveram alocados a que mesas ao longo do tempo, é necessário modificar o modelo para (b).
  • O relacionamento para a ter cardinalidade N:N, já que, ao longo do tempo um empregado pode ter sido alocado a diversas mesas e uma mesa pode ter sido a ela alocados a muitos empregados.
  • Como um mesmo empregado pode ter sido alocado a mesma mesa múltiplas vezes, torna-se necessário um atributo identificador do relacionamento, a fim de distinguir uma alocação de um determinado empregado a uma mesa, das demais alocações deste emprega à mesma mesa. Com isso surge o atributo identificador data.

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ScreenHunter_235 Sep. 26 21.08

  • A figura anterior apresenta uma situação semelhante agora considerando um relacionamento de cardinalidade 1:N. Se quisermos considerar a história das lotações de empregados ao longo do tempo, é necessário transformar o relacionamento para a cardinalidade N:N, já que ao longo do tempo um empregado pode ter atuado em diferentes departamentos.
  • Neste caso pode ocorrer também que atributos da entidade EMPREGADO migrem para o relacionamento. No caso do exemplo, isso ocorrer com o atributo nr doc lotação. Este atributo, que, na primeira versão, migra, na nova versão, para o relacionamento, já que na nova versão um empregado pode estar relacionado com múltiplos departamentos.

 

Modelando a dimensão temporal de relacionamentos N:N

  • Na figura seguinte apresenta mais outro exemplo relacionamento temporal, agora um relacionamento de cardinalidade N:N. Modela-se a inscrição de participantes nos cursos oferecidos por uma empresa de treinamento.
  • Na primeira versão, considera-se apenas os cursos nos quais uma pessoa está inscrita em um determinado instante no tempo. Na segunda versão, considera-se todas as inscrições, inclusive as do passado.
  • A modificação de uma versão para a outra consta da transformação do atrubuto data em atributo identificador. Isso ocorre porque, na segunda versão, um participante pode aparecer relacionamento múltiplas vezes a um determinado curso (caso ele tenha se inscrito múltiplas vezes no curso).
  • O atributo para a distinguir uma inscrição de uma pessoa em um curso, das demais inscrições desta pessoa no mesmo curso.

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ScreenHunter_237 Sep. 26 21.10

 

Consultas a dados referentes ao passado

  • Muitas vezes, para evitar o crescimento desmedido do banco de dados, informações referentes ao passado são eliminadas.
  • Entretanto, estas informações podem ser necessárias no futuro, por exemplo, por motivos legais, para realização de auditorias ou para tomada de decisões. Portanto, é necessário planejar, desde a modelagem, por quanto tempo as informações ficarão armazenadas no banco de dados.
  • Caso informações antigas fiquem no banco de dados, podem ser necessários atributos para indicar o status da informação, se atual ou antiga.

 

Planejar o arquivamento de informações antigas

  • Para as informações que serão retiradas do banco de dados e armazenadas em arquivos convencionais, é necessário fazer um planejamento de como estas informações serão acessadas no futuro, caso venham a ser necessárias.
  • Uma solução que poderia ser considerada, é a de reincluir as informações no banco de dados, quando elas forem necessárias no futuro. Isso permite que, para buscar as informações passadas, sejam usados os mesmos procedimentos que são usados para acessar as informações atuais.
  • Entretanto, é necessário considerar que as informações em um banco de dados estão normalmente relacionadas a outras. Casos as ocorrências de entidade que se deseja devolver à base de dados estejam relacionadas a outras ocorrências, é necessário que estas estejam presentes.
  • Se elas também tiverem sido excluídas, deverão ser igualmente devolvidas à base de dados. Essa inclusão pode ser propagada em cascata para outras entidades.

 

Planejar informações estatísticas

  • Em alguns casos, informações antigas são necessárias apenas para tomada de decições. Neste caso, muitas vezes deseja-se apenas dados resultantes de cálculos ou estatísticas sobre as informações, como totais, contagens, médias, etc.
  • Assim pode ser conveniente manter o banco de dados estas informações compiladas e eliminar as informações usadas na compilação.

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